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No Dia Nacional da Saúde, especialista alerta para os cuidados com a automedicação

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Entre os principais medicamentos utilizados de forma equivocada estão os analgésicos e anti-inflamatórios

No Dia Nacional da Sáude, celebrado hoje, a automedicação é um tema que ainda preocupa os especialistas. No Brasil, o consumo negligenciado de medicamentos é uma prática muito comum, influenciada por dicas dos amigos, familiares, buscas simplificadas na internet e por remédios populares que estão sempre na lembrança dos consumidores. Segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, cerca de 77% dos brasileiros fazem uso de medicamentos sem orientação médica.

No ano de 2018, o Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação (ICTQ) realizou um levantamento que indicou os medicamentos mais comuns que são consumidos de forma equivocada, sem prescrição médica. Entre os principais estão os analgésicos, os anti-inflamatórios, os relaxantes musculares, os antitérmicos, os descongestionantes nasais, os expectorantes, os antiácidos e os antibióticos.

O farmacêutico e professor do Idomed (Instituto de Educação Médica), Antônio Neto, comenta que, por questão de comodidade, muitas pessoas acabam se automedicando e, na maioria dos casos, sequer seguem a posologia correta. Nesses casos, o indicado é que, mesmo com sintomas leves, se procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber atendimento médico.

Os riscos

O especialista reforça que, mesmo os remédios que não exigem prescrição médica, quando ingeridos de forma inadequada, podem causar efeitos colaterais como reações alérgicas, resistência no organismo, dependência e intoxicação. Outro perigo é quando o paciente tem uma impressão, mesmo com a prescrição e uso inicial correto, que o tratamento está ineficaz, levando ao aumento da dosagem na hora do consumo.

“Os Mip’s (Medicamentos Isentos de Prescrição) como, por exemplo, os anti-inflamatórios não esteróides (ibuprofeno, dipirona, paracetamol e nimesulida), podem ser utilizados para tratar os sintomas gripais, porém, se consumidos de forma frequente, podem causar gastrite medicamentosa, além de problemas renais e vasculares. Por isso, a importância de saber a quantidade correta de utilização”, acrescenta o professor do Idomed.

Antônio reforça que, os sintomas, mesmo sendo tênues e mais simples, exigem atendimento de um profissional da área da saúde para a indicação e o acompanhamento do tratamento correto em cada caso.

Por Camila Vasconcelos, jornalista da Idomed, faculdade de medicina de Iguatu
Foto: Divulgação

 

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